sexta-feira, 22 de julho de 2016

Lights Out


Argumento: Uma família vê-se assombrada por uma criatura que aparentemente apenas se move ou existe na escuridão.


Gostei:
- Baseado numa curta-metragem pelo mesmo realizador David Sandberg, este filme é um verdadeiro conto de fadas de Hollywood. O conceito básico é tão simples e tão visualmente assustador na curta, que  James Wan impressionado contactou imediatamente o realizador para desenvolverem a ideia numa longa-metragem.
- O conceito da criatura é brilhante na sua simplicidade. Algo que só se move ou existe na escuridão e a forma como o realizador usa a presença ou não de luz para esse efeito permite jogar muito bem com o nosso medo universal do escuro. Isto apesar de suspeitar que David Sandberg roubou a idéia da série de TV Doctor Who. Dou-lhe no entanto crédito por ter casado duas criaturas dessa série (weeping angels e vashta nerada) numa só, que resulta muito bem.
- Confesso que tinha expectativas talvez demasiado elevadas que o Lights Out não consegue atingir, mas o facto é que mesmo assim, com diversas falhas ou pontos menos positivos, o filme é muito bom. Se gosta de emoções fortes ou é aficionado deste género, Lights Out é definitivamente um filme a não perder. David Sandberg juntamente com o argumentista Eric Heisserer conseguem transformar com sucesso uma ideia e conceito visual de uma pequena metragem num filme de 80 minutos em que o jogo de luz/escuridão nunca se torna repetitivo, recorrendo a formas criativas e lógicas de continuar-nos a assustar e surpreender ao longo da sua duração.
- Gostei da forma como usaram a personagem do namorado da protagonista, que injecta uma saudável dose de bom senso na história. Num filme menor seria provavelmente apenas mais uma desmiolada vítima.


Não Gostei:
- Os desempenhos de Teresa Palmer e do miúdo Gabriel Bateman deixam algo a desejar. Não estragam completamente o filme mas também não ajudam muito.
- Há um segmento de exposição que não funciona muito bem e estraga o ritmo ao filme. O objectivo é criar uma história ou mitologia sobre a criatura e preparar a eventual resolução final, mas penso que o primeiro era totalmente desnecessário e para o segundo haveria possivelmente melhores formas de o fazer.
- Pontualmente, lembro-me especificamente de um flashback, o filme quebra as suas próprias regras em que a criatura não se move ou existe na luz.
- Existe alguma inconsistência no argumento, por exemplo qual a razão pela qual a criatura Diana é tão proeminente no presente e só se fazia sentir esporádicamente no passado? Porventura o estado mental da personagem de Maria Bello podia justificar tal situação mas o filme nunca é muito claro sobre isso.


Curiosidades: A actriz da curta metragem faz aqui de secretária no início do filme, e é sem dúvida a personagem mais esperta de todos eles :-)

Recomendação: Um filme que me deixou completamente arrepiado diversas vezes durante o visionamento. Que mais se pode pedir a um filme de terror?


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