segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Goosebumps


Argumento: Um autor recluso de livros de horror (Jack Black) vê as suas criações ganharem vida quando um novo vizinho se imiscui na sua vida.


Gostei:
- Os monstros. Confesso que estava um pouco de pé atrás com este filme for causa disto, mas revelaram-se muito bem conseguidos.
- Cenas de acção. 
- Jack Black.


Não Gostei:
- Pouco original. Basicamente é um Jumamji inferior.
- Parte final insipiente e apressada. Resolução demasiado sacarina e fácil para o meu gosto.
- Algumas personagens simplesmente irritantes.

Recomendação:

Spotlight


Argumento: Baseado na história verídica da equipa de jornalismo de investigação do Boston Globe responsável por trazer à luz em 2002 as práticas de pedofilia por parte de uma percentagem significativas de padres católicos e encobrimento pela Igreja, um escândalo que ainda hoje é uma ferida aberta no seio da comunidade católica e a sua Igreja.


Gostei:
- Filme à antiga, onde a história tem definitivamente predominância sobre tudo o mais. Não é de estranhar pois o realizador Tom McCarthy cita como fontes de inspiração filmes dos anos 70/80 como o All the President's Men, entre outros.
- Desempenho dos actores. Importantíssimo num filme onde a acção é praticamente inexistente, vivendo essencialmente dos diálogos entre as personagens.
- O filme foca o desenvolvimento da investigação pelos jornalistas, mas não esquece o trauma que os eventos significaram para as vítima envolvidas.
- Realização e argumento sólida. Nunca nos perdemos na história apesar do número de personagens envolvidos.


Curiosidades: John Geoghan, o padre que deu origem a todo o processo no filme, foi na vida real assassinado pelo seu parceiro de cela enquanto servia uma setença de prisão de 10 anos. Karma cósmico.


Recomendação:

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Anomalisa


Argumento: Michael Stone (David Thewlis) é um autor famoso sobre o serviço ao cliente, aborrecido com a sua vida e as pessoas em seu redor, quando reencontra novamente a paixão de viver em Lisa (Jennifer Jason Leigh) uma trabalhadora nessa área na mesma cidade para assistir ao seu simpósio.


Gostei:
- Charlie Kaufman em determinada altura envergonhava todos os seus colegas argumentistas a trabalhar em Hollywood, tal era a diferença abismal de originalidade e creatividade entre eles. Kaufman era uma espécie à parte e apesar de esta obra, dirigida pelo próprio, não atingir o brilhantismo de um 'Being John Malkovich' ou 'Eternal Sunshine of the Spotless Mind', é uma obra que merece bem a pena um visionamento.
- Senso de humor contrapondo a amargura que permeia a personagem principal.
- Dicotomia individualidade e sociedade e a ironia de um guru do serviço ao cliente ser incapaz de distinguir indivíduos e seguir os seus própios conselhos, independentemente das razões.
- Abordagem original de disturbio mental (o nome do hotel não é uma coincidência entre outras pistas)
- Erotismo profundamento humano e real injectado numa sequência apesar de estarmos a ver essencialmente marretas.
- A escolha pela animação como meio para contar a história foi uma aposta ganha. Penso mesmo que outra forma não teria conseguido o mesmo impacto.


Não Gostei:
- Não é um ponto negativo mas uma chamada de atenção. Os primeiros minutos do filme podem ser um pouco desconcertantes e estranhos, mas obtém-se dividentos posteriormente à medida que decorre a acção. É preciso um pouco de paciência.


Recomendação:

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Bottle Shock



Argumento: Alan Rickman é Steven Spurrier, um britânico proprietário de uma loja de vinhos em Paris, cujo único cliente parece ser o seu vizinho Americano da loja ao lado. Na tentativa de aumentar o perfil da loja e espicaçado pelo seu amigo Ianque, resolve promover um desafio enólogo. Os melhores vinhos Franceses contra os Americanos numa prova de vinhos cega.


Gostei:
Com o recente falecimento de Alan Rickman, a NOS lançou uma pequena retrospectiva da carreira deste 
actor, da qual fazia parte esta pequena obra que desconhecia completamente. Apesar de não ser um grande filme, é no entanto agradável, pelo que se tiverem oportunidade de o verem acho que vale a pena. No entanto sou um pouco suspeito. É que tenho uma fraqueza por filmes que retratam actividades pelas quais tenho muito pouco conhecimento, neste caso a vinicultura. Longe da qualidade de um Sideways, foca no entanto o outro lado da equação, o do produtor.
- Bom elenco repleto de caras conhecidas como Bill Pullman, Alan Rickman, Freddy Rodriguez, Chris Pine, entre outros.

"Wine is sunlight, held together by water"

- É um bocadinho de história. Baseado num evento real que ficou conhecido como o Julgamento de Paris de 1976, promovido por Franceses e com júri inteiramente de nacionalidade Francesa. onde as cores azul, branco e vermelho vencedoras acabaram por ser provenientes da Califórnia em todas as categorias, o que foi um choque para o mundo da enologia na altura.
- Alguns bons momentos como a cena do aeroporto, o drama do vinho 'estragado' e o resultado pós-julgamento ajudam a elevar o material um pouco acima do inteiramente banal.
- Deu-me vontade de abrir uma garrafa de vinho só para o saboreiar.


Não Gostei:
- Pouca profundidade da maioria das personagens.

Recomendação:

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Girls with Guns

Dallas (Paulina Porizkova) em Thursday

Great Lines

-"I wish that I could stop feeling that I want to be an Irish girl in Ireland"
-"Homesickness is like most sicknesses. It will pass."

Brooklyn


Argumento: Eilis (Saoirse Ronan) é mais uma Irlandesa a tentar uma melhor vida nos EUA durante os anos 50, onde vai defrontar-se com a escolha entre o desafio de uma vida nova  desconhecida repleta de incertezas mas também de possibilidades, e a segurança e conforto das suas origens.  


Gostei:
- Saoirse Ronan. Sou fã desde que a vi no 'I Could Never Be Your Woman' ainda muito novinha. E apesar de gostar do seu desempenho nos vários filmes em que participou, não gostei de nenhum deles (com excepção de 'The Way Back' onde tem uma pequena participação)...até Brooklyn. Provavelmente não será um papel que lhe dará um óscar mas a nomeação para melhor actriz serve de confirmação do seu talento numa altura em que atinge ela própria a maioridade.


- Julie Walters como a dona da pensão onde Eilis vive. As cenas à mesa das raparigas são sempre um ponto forte no filme e grande parte deve-se à personagem da Sra. Keogh.
- A maneira como a Igreja é retratada. No mesmo ano que a mesma é abordada negativamente noutro candidato aos óscares, é refrescante ver a mesma como uma força para o bem e progresso, aqui na forma do padre desempenhado por Jim Broadbent.
- O saudosismo que teima em nunca largar a vida de quem emigra.


Não Gostei:
Ficou abaixo das minhas expectativas. Falta aqui uma ou duas cenas que se tornassem a imagem de marca do filme. Todos os grandes as têm, aquelas cenas inesquecíveis que ficam retidas na memória do colectivo. Brooklyn não. Não tanto um ponto negativo mas sim algo que falta ao filme para voar mais alto. Continua a ser um excelente filme que merece bem o tempo de ser visionado.


Recomendação: